quarta-feira, 12 de novembro de 2008
A Primeira Guerra Mundial
Durante boa parte do século XIX a política externa das grandes potências européias foi orientada pelo princípio do equilíbrio de forças e pela aceitação mútua das respectivas áreas de influência a partir de 1871 com o fim da guerra franco-prussiana porém, teve início um periódo de tenções conhecido como Paz Armada.
A Alemanha contava com o Império Austro-Húngaro e da Itália,com os quais formará a Tríplice Aliança em 1882.Temendo a expanção alemã,a Inglaterra a França e a Rússia constituíram,em 1907,a Tríplice Entente
No começo do século XX,os povos dos bálcãs estavam sob o domínio do Império Turco-Otomano,governado por um sultâo,Em 1908,irrompeu na Macedônia uma revolta que acabou levando o sultão a abdicar,O império Austro-Húgaro aproveitou a oportunidade para anexar o território da Bósnia-Herzegovina(tambem situada nos Bálcas e de população eslava)que estava sob sua administração.Isso provocou o rancor da Rússia,que se considerava protetora de todos os povos eslavos.
Ao mesmo,a Servia,de populção majoritariamente eslava,se sentia sufocada pela presença austríaca na Ístria,Dalmácia e Bósnia-Herzergovina,que lhe impedia o acesso ao mar Adriático.
Desse modo,os Bálcas se tornaram um emaranhado de rivalidades,um verdadeiro campo minadopronto para explodir ao primeiro atrito entre os sentimentos nacionalistas reprimidos e a política externa das grandes potências.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Reforma e Contra-Reforma
No início do século XVI, a mudança na mentalidade das sociedades européias repercutiu também no campo religioso. A Igreja, tão onipotente na Europa medieval, foi duramente criticada.
A instituição católica estava em descompasso com as transformações de seu tempo. Por exemplo, condenava o luxo excessivo e a usura.
Além disso, uma série de questões propriamente religiosas colocavam a Igreja como alvo da crítica da sociedade: a corrupção do alto clero, a ignorância religiosa dos padres comuns e os novos estudos teológicos.
As graves críticas a Igreja já não permitiam apenas consertar internamente a casa. As insatisfações acumulram-se de tal maneira que desencadearam um movimento de ruptura na unidade cristã: a Reforma Protestante.
Assim, a Reforma foi motivada por um complexo de causa que ultrapassaram os limites da mera contestação religiosa. Vejamos detalhadamente algumas dessas causas.
Novas interpretações da Bíblia
Com a difusão da imprensa, aumentou o número de exemplares da Bíblia disponíveis aos estudiosos, e um clima de reflexão crítica e de inquietação espiritual espalhou-se entre os cristãos europeus. Surgia, assim, uma nova vontade individual de entender as verdades divinas, sem a intermediação dos padres.
Desse novo espírito de interiorização da religião, que levou ao livre exame das Escrituras, nasceram diferentes interpretações da doutrina cristã. Nesse sentido, podemos citar, por exemplo, uma corrente religiosa que, apoiada na obra de Santo Agostinho, afirmava que a salvação do homem seria alcançada somente pela fé. Essas idéias opunham0se à posição oficial da Igreja, baseada em Santo Tomás de Aquino, pela qual a salvação do homem era alcançada pela fé e pelas boas obras.
Corrupção do Clero
Analisando o comportamento do clero, diversos cristãos passaram a condenar energicamente os abusos e as corrupções. O alto clero de Roma estimulava negócios envolvendo religião, como, por exemplo, a simonia (venda de objetos sagrados) tais como espinhos falsos, que coroaram a fronte de Cristo, panos que teriam embebido o sangue de seu rosto, objetos pessoais dos santos, etc.
Além do comércio de relíquias sagradas, a Igreja passou a vender indulgências (o perdão dos pecados). Mediante certo pagamento destinado a financiar obras da Igreja, os fiéis poderiam "comprar" a sua salvação.
No plano moral, inúmeros membros da Igreja também eram objeto de críticas. Multiplicavam-se os casos de padres envolvidos em escândalos amorosos, de monges bêbados e de bispos que vendiam os sacramentos, acumulando riquezas pessoais.
Esse mau comportamento do clero representava sério problema ético-religioso, pois a Igreja dizia que os sacerdotes eram os intermediários entre os homens e Deus.
Nova ética religiosa

A Igreja católica, durante o período medieval, condenava o lucro excessivo (a usura) e defendia o preço justo. Essa moral econômica entrava em choque com a ganância da burguesia. Grande número de comerciantes não se sentia à vontade para tirar o o lucro máximo nos negócios, pois temiam ir para o inferno.
Os defensores dos grandes lucros econômicos necessitavam de uma nova ética religiosa, adequada ao espírito capitalista comercial. Essa necessidade da burguesia foi atendida, em grande parte, pela ética protestante, que surgiu com a Reforma.
Contra-Reforma
A Reação católica contra o avanço protestante
Diante dos movimentos protestantes, a reação inicial e imediata da Igreja católica foi punir os rebeldes, na esperança de que as idéias reformistas não se propagassem e o mundo cristão recuperasse a unidade perdida. Essa tática, entretanto, não obteve bons resultados. O movimento protestante avançou pela Europa, conquistando crescente número de seguidores.
Diante disso, ganhou força um amplo movimento de moralização do clero e de reorganização das estruturas administrativas da Igreja católica, que ficou conhecido como Reforma Católica ou Contra-Reforma. Seus principais líderes foram os papas Paulo III (1534-1549), Paulo IV (1555-1559), Pio V (1566-1572) e Xisto V (1585-1590)
Um conjunto de medidas forma adotadas pelos líders da Contra-Reforma, tendo em vista deter o avanço do protestantismo. Entre essas medidas, destacam-se a aprovação da ordem dos jesuítas, a convocação do Concílio de Trento e o restabelecimento da Inquisição.
Ordem dos Jesuítas
No ano de 1540, o papa Paulo III aprovou a criação da ordem dos jesuítas ou Companhia de Jesus, fundada pelo militar espanhol Inácio de Loyola, em 1534.
Inspirando-se na estrutura militar, os jesuítas consideravam-se os "soldados da Igreja", cuja missão era combater a expansão do protestantismo. O combate deveria ser travado com as armas do espírito, e para isso Inácio de Loyola escreveu um livro básico, Os Exércitos Espirituais, propondo a conversão das pessoas ao catolicismo, mediante técnicas de contemplação.
A criação de escolas religiosas também foi um dos instrumentos da estratégia dos jesuítas. Outra arma utilizada foi a catequese dos não-cristãos, com os jesuítas empenhando-se em converter ao catolicismo os povos dos continentes recém-descobertos. O Objetivo era expandir o domínio católico para os demais continentes.
Concílio de Trento
No ano de 1545, o papa Paulo III convocou um concílio (reunião de bispos), cujas primeiras reuniões foram realizadas na cidade de Trento, na Itália. Ao final de longos anos de trabalho, terminados em 1563, o concílio apresentou um conjunto de decisões destinadas a garantir a unidade da fé católica e a disciplina eclesiástica.
Reagindo às idéias protestantes, o Concílio de Trento reafirmou diversos pontos da doutrina católica, como por exemplo:
I. a salvação humana: depende da fé e das boas obras humanas. Rejeita-se, portanto a doutrina da predestinação;
II. a fonte da fé: o dogma religioso tem como fonte a Bíblia (cabendo à Igreja dar-lhe a interpretação correta) e a tradição religiosa (conservada e transmitida pela igreja). O papa reafirmava sua posição de sucessor de Pedro, a quem Jesus Cristo confiou a construção de sua Igreja;
III. a missa e a presença de Cristo: a Igreja reafirmou que n ato da eucaristia ocorria a presença de Jesus no Pão e no Vinho. Essa presença real de Cristo era rejeitada pelos protestantes.
O Concílio de Trento determinou, ainda, a elaboração de um catecismo com os pontos fundamentais da doutrina católica, a criação de seminários para a formação dos sacerdotes e manutenção dos celibatos sacerdotal.
No ano de 1231, a Igreja católica havia criado os tribunais da Inquisição, que, com o tempo, reduziram suas atividades em diversos países. Entretanto, com o avanço do protestantismo, a Igreja reativou, em meados do século XVI, a Inquisição. Esta passou a se encarregar, por exemplo, de organizar uma lista de livros proibidos aos católicos, o Index librorum prohibitorum. Uma das primeiras relações de livros proibidos foi publicada em 1564.
O Luterismo
Martinho Lutero, monge agostiano e destacado teológo, mostrava-se obcecado com o tema da salvação.Buscava compreender o ensinamento da Igreja de que a salvação dependia da fé ,das obras e da graça.
As praticas defendidas pela Igreja para se obter a salvação-as boas ações,as orações ,o jéjum as peregrinações ,a missa e os outros sacramentos-jamais haviam proporcionado paz de espírito a Letero ,O conceito de salvação pela fé parecia responder a sua busca espiritual .
A fé,dada gratuitamente por Deus através de Cristo ,proporcionaria a salvação.Com base, nisso Lutero concluiu que, por mais numerosas e necessárias que fossem, as boas ações não trariam a salvação.
Segundo a Igreja certas pessoas iriam diretamente para o Céu ou pra o Inferno, enquanto outras teriam a entrada no Céu retardada por um período no purgatória.Essa espera seria necessária para os que haviam pecado em demasia e as pessoas se preucupavam com o tempo que poderiam passar no purgatório .
Renascimento
renascimento (ou Renascença) é um termo usado para indicar o período da história do mundo ocidental aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII (com significativa variação nas datas conforme a região enfocada e o autor consultado)[1], quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida humana assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências [2].Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem" [3]. Apesar do grande prestígio que o Renascimento ainda guarda entre os críticos e o público, historiadores modernos têm começado a questionar se os tão divulgados avanços merecem ser tomados desta forma.
O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da Itália e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas.
Idéias centrais

Pode ser apontado como o principal valor defendido pelo Renascimento o Humanismo, que enfeixa diversos conceitos associados: Neoplatonismo, Antropocentrismo, Hedonismo, Racionalismo, Otimismo e Individualismo.
O Humanismo, antes que um corpo filosófico, é um método de aprendizado que se afasta da escolástica medieval, que debatia as diferenças entre os autores e comentaristas, e faz uso da razão individual e da evidência empírica para chegar às suas conclusões, paralelamente à consulta aos textos originais. Afirma a dignidade do homem e o torna o investigador por excelência da natureza. Na perspectiva do Renascimento, isso envolveu a revalorização da cultura clássica antiga e sua filosofia e uma compreensão fortemente antropocentrista e racionalista do mundo, com o homem e seu raciocínio lógico e sua ciência como árbitros da vida manifesta [4]. Seu precursor foi Petrarca, e o conceito se consolidou no século XV principalmente através dos escritos de Marsilio Ficino, Erasmo de Roterdão, Pico della Mirandola e Thomas More.
Num processo mutuamente estimulador, o extraordinário florescimento cultural e científico renascentista surgiu junto com sentimentos de otimismo, abrindo positivamente o homem ao novo e incentivando seu espírito de pesquisa; de hedonismo, em vista do desenvolvimento de uma nova atitude perante a vida que deixava para trás a espiritualidade excessiva do gótico e via o mundo material com suas belezas naturais e culturais como um local a ser desfrutado, e de individualismo, vindo atrás da liberdade e autonomia nascidas dos experimentos democráticos italianos, do crescente prestígio do artista como um erudito e não como um simples artesão, e de um novo conceito de educação que valorizava os talentos individuais de cada um e buscava desenvolver o homem num ser completo e integrado, com a plena expressão de suas faculdades espirituais, morais e físicas [5]. O seguinte trecho de Pantagruel (1532), de François Rabelais, costuma ser citado para ilustrar o espírito do Renascimento:
Humanismo
Sócrates
As primeiras referência a filosofias semelhantes ao Humanismo surgem na Antiguidade, no turbilhão de ideias produzido pelos filósofos da Grécia Antiga. Foi com eles que pela primeira vez no mundo ocidental se tentaram encontrar explicações racionais para o mundo que nos rodeia, sem ter como base a religião e a superstição.
Sócrates, condenado à morte em 399 a.C., por colocar em causa os deuses oficiais e sendo por isso acusado de corromper a juventude, foi talvez o primeiro Humanista famoso, apesar de ainda não ser conhecida tal palavra. A convicção nas suas ideias era tanta, que se recusou a pedir misericórdia pelos seus actos, sendo por isso obrigado a suicidar-se com cicuta.
Sócrates baseava a suas ideias nos problemas humanos, tentando descortinar qual o modo de vida ideal para o homem. Acerca dele alguém disse que "fazia a filosofia descer do céu à terra, alojava-a nas cidades e trazia-a para dentro dos lares, obrigando as pessoas a pensar acerca da vida e da moral, acerca do bem e do mal".
Para Sócrates, a virtude identificava-se com o saber e o homem só agia mal por ignorância. Ao contrário dos sofistas, ele considerava que a capacidade de distinguir o certo do errado estava na razão das pessoas e não na sociedade.
Sócrates acreditava também que a busca incessante pelo conhecimento era vital, sendo dele a célebre frase "Só sei que nada sei". Apesar de ter noção da sua ignorância, foi dos primeiros a afirmar que era possível ao homem alcançar verdades absolutas sobre o Universo e que a base para a aquisição de conhecimento era a razão.
Na sua época, as afirmações de Sócrates eram fortíssimas, tal como era forte a sua capacidade de argumentação, que fazia os mais convictos reconhecer que estavam errados e chegar por si próprios a novas conclusões. Apesar de não nos ter deixado nenhum registo escrito das suas ideias, só conhecemos dele o que nos chegou via outros filósofos, nomeadamente Platão, a sua influência sente-se até aos dias de hoje.
Os Estóicos

Também o estoicismo, movimento que surgiu por volta de 300 a.C. em Atenas, mas que influenciou a cultura romana até cerca de 200 d.C., fez contribuições importantes para o Humanismo, nomeadamente em termos da moral, da importância do raciocínio para o conhecimento da natureza, dos princípios de entreajuda entre os indivíduos e do valor de levarmos uma vida feliz.
Os estóicos afirmavam que a procura de uma moral devia ser feita observando a natureza. Com essa observação poderíamos encontrar a justiça universal, que está presente nas leis naturais e que seria compreensível por todos os homens, sendo as leis humanas uma pálida imitação da lei natural.
O conceito de Humanismo, como conceito onde o homem ocupa um ponto central em termos filosóficos, foi pela primeira fez referido por Cícero, um estóico, que pronunciou a célebre frase humanista "para a humanidade, a humanidade é sagrada".
Os estóicos eram cosmopolitas, integrando-se na sociedade do seu tempo e preocupando-se com o bem comum, tendo sido inclusivamente os primeiros, no mundo ocidental, a criar instituições de caridade para os pobres e doentes.
Em resumo, podemos afirmar que os humanistas da Antiguidade:
* Concentravam-se nos seres humanos;
* Aceitavam a razão do homem como a base de toda a percepção;
* Acreditavam na existência de uma ordem universal;
* Acreditavam numa lei natural que se aplicava a todos os seres humanos.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Revolução Industrial

Revolução industrial
A Revolução Industrial foi responsável por inúmeras mudanças que podem ser avaliadas tanto por suas características negativas, quanto positivas. Alguns dos avanços tecnológicos trazidos por essa experiência trouxeram maior conforto à nossa vida. Por outro lado, a questão ambiental (principalmente no que se refere ao aquecimento global) traz à tona a necessidade de repensarmos o nosso modo de vida e a nossa relação com a natureza. Dessa forma, não podemos fixar o modo de vida urbano e integrado à demanda do mundo industrial como uma maneira, um traço imutável da nossa vida quotidiana.
As transformações sociais, econômicas e produtivas

Na metade so século XVIII a Iglaterra havia se tornado o país mais rico do planeta.Senhora dos mares ,sua esquadra era a mais forte do mundo. Além disso,seu império colonial havia crescido muito,prinscipalmente depois da vitória contra a França na Guerra dos Sete anos (1756-1763),quando passou a controlar ex-colônias francesas na América, na Ásia (inclusive na Índia) e na África.
Com a expansão do imperio colonial, cresceu também a preponderância inglesa sobre o comécio mundial.Tudo isso proporcionou aos grupos dominantes da Inglaterra um formidável acúmulo de riquezas, conhecido como acumulação primitivas de capitais.
O aumento da população favoreceu a Revolução Industrial
Contribuiram para o aumento da população a melhora das condições de saúde, agradual redução das doenças e o aumento da população agrícola.O aumento populacional ampliou o número de consumidores e tornou disponível grande quantidade de mão-de-obra.Assim graças a abundancia oferta de trabalhadores.
os Maias
Aquilo a que se chama "calendário Maya" é um sistema de sincronização de ciclos terrestres, solares, interplanetários e galácticos de uma forma fractal e que utiliza por base um padrão ou proporção unicamente matemática a que se chama a frequência 13:20. De forma práctica, esta frequência 13:20 traduz-se numa medida de 260 unidades ou kins. Um kin pode ser um dia, um mês ou lua, um ano, etc. Esta medida informa e sincroniza com todos os outros 17 calendários (ou mais propriamente, sincronómetros, porque um calendário tem como objectivo sincronizar) que os Mayas utilizavam, incluindo o Tun Uc ou calendário de 28 dias.
Deuses
A religião inca dominante tinha como deus tutelar o Sol, chamado de Inti. Supostamente uma representação do Sol, sob a forma de deus Viracocha, havia aparecido em tempos muito antigos para trazer a civilização ao mundo. Fez o céu, a terra e uma geração de homens que pecou contra ele. Viracocha os transformou em pedras e criou mais tarde uma nova geração. Uma vez cumprida a sua missão, foi para o oeste, distanciando-se do mar.
O deus Sol proporcionava luz e calor e regia as estações do ano e o ciclo agrícola. O representante de Inti na terra era o Inca. Mama Quilla, a Lua, era a irmã e a esposa do Sol, e afetava o mundo feminino. Os templos que foram construídos para ela tinham suas paredes revestidas com folhas de prata.
Os incas acreditavam que as estrelas eram guardiões celestiais e que cada classe de animal e ave tinha sua própria estrela ou constelação. Os carroceiros de lhamas oravam à constelação da lhama que conhecemos como Lira. Nossa constelação, as Plêiades, era Collca para os incas, que significava armazém. Ela tinha a responsabilidade de preservar as sementes e era especialmente honrada.
As deusas femininas eram encarregadas de velar pela reprodução. Graças a elas, o mar e a terra, as duas maiores fontes esbanjadoras de recursos alimentícios eram de fecundidade inesgotável. Elas eram chamadas de Mama Cocha e Mama Pacha: mãe mar e mãe terra, respectivamente.
